Eleutheria

72247_593263804052458_401904839_nMe atrai esse aleatório que permeia o circuito cultural paulistano. Fuji por uma noite do eixo Paulista/Augusta/Centro e fui estacionar nos fundos da ECA na cidade universitária. Foi assim que achei o que podia ser apenas “uma peça de semestre” da EAD: a escola faz-atores-dos-melhores.

Foi difícil não pensar no processo, na construção “sem” referencial, em como, durante 4 meses uma turma colocou algo tão ousado de pé. Era Beckett, era texto imigrante, virgem de Brasil.

“Eleutheria” foi pra mim um quebrar de correntes em termos cênicos.Foi bonito ver atores, tomados, indo além da soma: transcenderam, pude ve-los em plena conta de potenciação artistica.Eleutheria, “liberdade” em grego, “turma 63″ em português.

Absurda, dionisíaca, elétrica, multifocal, nova, claustro-asfixiante, freak, tentadora, necessária, amOral, EADética.

Turma 63 em breve cada vez mais do que isso.