SERVIÇOS

E se você quisesse homenagear uma pessoa muito querida (mãe, pai, irmão,  tia, noivo, marido, esposa, amigo, chefe…), mas não soubesse como trazer isso para o papel. Colocar o coração na ponta do lápis, nunca foi complicado para mim. Foi um processo desobrigatório, simplesmente acontecia de forma recreativa, em meio a homenagens de aniversário, cartas de despedida, declarações de amor.  Faz dois anos que aterrizei no mundo dos blogs. Fui descobrindo que era possível atravessar a tela e olhar no olho do meu interlocutor através dos meus escritos. Digo por aí que escrevo em prosa poética, já que meu texto costuma não gostar do chão, tenho convênio com as nuvens, coisa de poeta.

Que tal então, usar o serviço de um  Ghost Writter para transformar o seu afeto em alguma homenagem escrita, assim como o personagem Theodore, do filme “Her”, faço por você um lindo texto e os créditos são seus. Infelizmente, por questão de ética, não posso publicar exemplos já feitos para clientes, mas posso mostrar exemplos de textos feitos para amigos e familiares para que você comece a imaginar como quer o seu.

Para saber sobre valores entre em contato no email eduardo.benesi@gmail.com com o assunto: ” Ghost writter”.

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Modelos já feitos:

PARA THAIS

Tem sido surpreendente, você, antes espartana, deixando Atenas fluir em meio ao mar Egeu . Reparei de uns calendários pra cá, uma pupila nova, sem trovões, um esboço de descobertas e camafeus depois de Chernobil . Minhas narinas também andam mais mansas para quando os nervos ardem. Rejuvelhescer: 10 de abril é de gente que odeia quando a exclamação vem depois da injustiça e que faz do paladar um voo tântrico: “Se for pra chorar pelo leite derramado, que seja leite condensado!”  ~Comer, rezar e amar~. Queremos portas difíceis de abrir, só tem graça assim. Padecemos também de um templo que nos tranque dos piores ruídos, os nossos. Não precisa nem saber abraçar, pode ser assim, um chamego que vem no susto, um acidente bom, você.

É que temos um pacto implícito que mais se parece com uma pedra de carbureto: entre nós, a água nunca apagará o fogo, então deixamos de lado o fósforo e falamos sobre lugares que prometam sorrisos.Não sei se temos o mundo, mas temos um país que é nosso, só nosso, você sabe qual. Falem mal mas falem de nós, VIAJANDO. E olha que coisa? Já voamos juntos de verdade, eu vi você caindo de um avião e fui atrás pra te buscar, lembra? E aquele filhote de terremoto nos despertando lapsos de pânico versão pocket? “You hot?” Não sei se é válido dizer aqui, mas no dia em que eu ressuscitar os dinossauros, você será minha primeira convidada para acariciá-los.

Às vezes acho que o melhor que eu tenho pra te dar são minhas asas e o melhor que você tem pra me dar é a honestidade do solo. Irritações: você detesta que eu coma rápido e eu detesto quando você “sai do grupo”. Tem também as discordâncias cartográficas: você quer celebrar as pirâmides egípcias, já eu, quero me perder nos letreiros de Tóquio. mas, junto das fagulhas, existe um infinito frugal, chamam-no de amor, e ele estará de pé, mesmo se um dia você não voltar, mesmo se não fizermos juntos o salgado deserto boliviano.

A melhor parte de ter você na mesma mesa acontece quando estamos prestes a pedir a conta e aí vem o velho pedido: posso pedir mais um champagne? O ponto se torna vírgula, assim como compras no crédito valem milhas, vírgulas valem oxigênio – quanto mais melhor. A gente continua e não quer saber do fim, viajar é também um pouco assim, a gente sabe.

 

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PARA  NATHALIA

Eu sei, eu sei, a princípio, levando em conta nossas discrepâncias [você mais convencional e eu mais alterna], as leis de combinação apontariam um claro desajuste de interesses mundanos. Mas, usando fictícios óculos de grau, se a gente chega bem perto um do outro, talvez o diferente soe mais familiar e o convencional nem seja esse tédio todo. Você é o lado “Sessão da tarde” da minha vida: essa sua agitação vespertina, a gente entra e sai leve, sentimos que não está cedo, mas que também não está tarde, em que a profundidade vem justamente da despretensão em relação à própria profundidade. Perto de você, da uma vontade de fazer guerrinha de pipoca, mas sem pisar muito forte no chão, porque o vizinho reclama, eu SEI BEM, tenho algumas broncas suas no currículo.

Você é uma autêntica anfitriã, faz dos próximos eventos de vida o seu oriente, escolhe as louças, o tipo de flor, a borda da fotografia, e no caminho leva a gente junto. E o seu jeito exótico e intenso de fazer novos amigos? É no mínimo engraçado: você, da noite pro dia, elege a pessoa como uma dama de companhia, chama pra dormir em casa, estabelece um subnamoro, convida até pra ser madrinha de casamento. É um jeito fofo e só seu de lidar com o novo que lhe sorri, mesmo sem nenhuma garantia.

Sua maneira de realizar vontades lembra muito a minha, é como um “pulo bomba”: meio inesperado, às vezes inconsequente e altamente ecoante – cai água em todo mundo. Eu adoro quando você erra, você me inspira a botar a cara no incerto, podem vir as críticas, o julgamento, mas você está ali, jogando todas as fichas, inclusive as que você não tem – o futuro é o seu fiador. Você é tão inteira nos seus sonhos que quando percebemos, eles também viram meio nossos. Você tem o dom de sonhar de porta aberta. E você insiste, mesmo que aquilo pareça meio absurdo, mesmo que os contos de fada hoje pareçam delírio de gente careta. Ficar conversando horas sobre a Disney com você [nosso assunto predileto] é como estar na própria Disney.

Minha mãe fez uma observação interessante esses dias: disse que o grande cenário das minhas relações é a comida, e na hora, não teve como não me lembrar da nossa turma. Poucos remédios me fazem tão bem quanto correr pra sua casa, juntar todo mundo, rir, desabafar, pentelhar o Fifo [“tomando cuidado com a coluna dele”] e pedir pizza com a TV ligada na novela – sem ninguém assistindo. O melhor é que a nossa afinidade no paladar compensa todas as nossas outras incompatibilidades: nós sempre seremos a ala “pão de alho e queijo coalho” do churrasco dos ariscos.

Preciso muito de gente como você na minha vida, talvez pra me lembrar que tudo o que é mais convencional é exatamente o que pra mim é diferente. É só assim que a gente se reconhece. Um grande beijo minha baixinha, com muito amor-magia.

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PARA MARINA

Eu cheguei mais ou menos nessa época. Era um fevereiro/março, lá pras bandas de 2009. Você estava em férias, mas eu já ouvia falar de você, já sabia que teríamos bastante assunto quando você chegasse, afinal, éramos da mesma ala: a dos atores do restaurante. E foi exatamente assim, a gente se conheceu, falamos sobre teatro, cinema, testes, vontades e logo já éramos confidentes um do outro, tínhamos queixas parecidas em relação ao trabalho, você pisciana sonhadora, eu ariano impulsivo, passamos então a nos chamar de irmão/irmã. Você gostava de salada El Rancho e eu de Fries. Você sonhava com os musicais Moeller/Botelho e eu com uma vaguinha no cinema under. Você, atriz vinda do terceiro piso do Shopping Frei Caneca – em crise com religiões, eu ator vindo do andar térreo do Shopping Pompéia Nobre – em crise com oscilações de peso. Nós nunca falamos de Harry Potter, você fanática e eu leigo, mas nesse assunto tínhamos em comum um amor chamado Emma Watson.

Lembro que você usava aquela pulseira de silicone laranja que também era relógio e de quando eu escrevi viagem com “j” e você percebeu. Você nunca pedia carona, tínhamos um defeito parecido: o de nunca querer incomodar. Lembro também de quando você e o Brunão brigaram por aquela besteira e eu entreguei o bilhete da reconciliação. Lembro do seu dedo apontado pra quem dava trabalho pro bar, da pizza da discórdia e dos incontáveis pedaços que já comemos naquele rodízio do Center 3. Lembro até do nosso histórico no cinema, que por sinal é dos bons: “Jovens adultos”, “Mary and Max”, “Bling Ring”, “O mágico”, “As vantagens de ser invisível” e aquele doc. sobre caverna do Wim Wenders que nos serviu de sonífero as 15h daquela tarde no CineSesc. Lembro dos seus presentes extravagantes: daquele guia de ~Orlando para leigos~ que você me deu um dia antes da minha primeira e inesquecível viagem pro exterior e daquele box do Glee que te custou uma fortuna – e que eu já tinha – e que depois virou um ilustre box dos recentes do Almodóvar. Lembro que você me fez ver ~Wicked~ na Broadway e do playbill do musical ~ Alladin~ que está aqui comigo, e que é seu – todo seu. Só falta eu me lembrar de entregar.

Me recordo daquela tarde triste em que eu soube que não iríamos mais trabalhar juntos, e eu chorei bastante na mesa da área de break, não consegui te dar um abraço de tchau, mas sem dúvida aquilo era o melhor pra você. Você logo entrou num banco, lembro de como você estava linda vestida de executiva nos seus primeiros dias: era uma calça preta e uma camisa branca meio espelhada. Lembro daquele fim de ano em que fomos ver as luzinhas da Paulista, falamos de Titanic e compramos seriados brasileiros em promoção na banca: o meu era “Presença de Anita” o seu eu não me lembro bem, mas acho que era “A casa das 7 mulheres”. Lembro do seu ataque de choro quando eu fui te visitar de surpresa no trabalho há alguns meses atrás.

Sei que não consigo mais estar perto como gostaria, porque a vida às vezes leva embora partes irrecuperáveis do outro que talvez nós não tenhamos o poder de preencher. Eu queria te dar uma caixinha com sorrisos dentro só pra curar qualquer dor que tenha aí. Esse inventário é pra dizer que eu me lembro de tudo, de tudo o que diz respeito a nós, e guardar momentos com exatidão é uma forma minha de guardar o amor num potinho. Você esta tatuada nesses meus vinte e poucos, e que sigamos em frente, sempre na mesma festa, no mesmo abraço.

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PARA PRISCILLA

“só-sou-se-sendo-sou-sido” Ana Cristina Cesar

Com você, eu sinto a gostosa sensação de que o nosso elo teve duas grandes fases, os tempos de costelinha BBQ e o depois. Isso é raro, a concretude presencial, a ocasião de uma amizade geralmente acontece em uma fase só. Ou talvez eu não esteja falando de fases, mas possivelmente de duas Priscillas. Expressões diferentes de uma mesma matriz – intensamente tatuada. Nesse seu descomeço, eu vim junto, porque existem corações feitos para ficarem abotoados, inclusive nos mais assustadores big-bens. Nas últimas tempestades, foi você que me pegou pelo braço e me mostrou bons atalhos – foi uma lanterna no meio do breu ou dessa crise existencial chamada ano de 2014.

Não importa. Segunda-feira na Augusta tem que ter você e a conjunção das manias que criamos em dois, como passar o maior número de vezes pela minha travessa predileta: o semáforo em frente ao Safra, que nos leva até os encantos do Conjunto Nacional. Sempre que descemos pros Jardins ou pro Centro, tem outra mania sua que se manifesta: fazer na volta exatamente o mesmo caminho que o da ida, “senão você morre”. E tem o ritual do café, antes e depois de qualquer coisa. Sentar do seu lado no cinema nunca me apavora, você já aceitou que eu me mexo insuportavelmente e isso é uma prova contundente de amizade. Entre nós existe uma divisão saudável de assuntos, tem a hora de ouvir e hora de dizer, um sabe deixar o outro, tem sempre pros dois.

Você pra mim é ~dancing with myself~, eu pra vc sou ~the dog days are over~. Eu como bom ariano sempre quero dar a última palavra, você como boa leonina, até deixa o outro dar a última palavra, porque você DEIXOU – e que bom que nunca tretamos nessa fogueira zodiacal. Nessa bioquímica da empatia eu te fiz gostar de Amelie, você me fez simpatizar com seres que dizem miau. Você sempre pede um SMS dizendo que eu cheguei, eu sempre esqueço, mas chego.

Que estejamos por muito tempo nesse mesmo ramal afetivo, com festanças, balões coloridos e abraços providenciais.

PAI

Todos os dias você bate na porta do meu quarto só pra saber se eu estou bem, e eu morro de medo de quando isso parar de acontecer. Não sei o que eu fiz de tão certo nos carnavais passados pra ter um pai tão bom, que sempre pergunta como as pessoas estão de uma forma composta: “você ta bem? firme? / o negô como que se tá? tranquilo?/ “tudo na paz/ certo?/ que puxa assunto com qualquer um, é craque em papos climáticos de elevador, que é o próprio abraço em forma de pessoa – tão ranzinza quanto cativante.

Nas reuniões de pais da escola era sempre o primeiro a entrar e o último a sair, que sempre trabalhou feito um louco e até hoje ainda faz questão de fazer a feira e o mercado. Me impressiona essa sua disposição, que eu, com metade da sua idade, não tenho.

Tem uma frase sua que me move, me faz querer saborear a vida independente dos “likes” cotidianos: “todo mundo vigia todo mundo para que ninguém faça o que todo mundo tem vontade de fazer”, e eu penso nela sempre, carrego-a como um talismã. Como um diálogo que vai além de diálogos que nem tivemos, muito além. Obrigado por ela, e também pelo seu inigualável Spaguetti com tomate-seco – que eu peço nas horas mais inapropriadas.

Como não admirar a sua história, o seu jeito de dar bronca e ao mesmo tempo ser o porto-seguro das pessoas. Eu sei que você tem vários filhos informais pelo caminho, alunos, amigos, parentes, e mesmo sendo um filho ciumento, fui aceitando que a sua palavra de definição sem dúvida era “CUIDAR”! Você é o veterinário com a maior coleção de vaquinhas da humanidade pra cuidar. Já cuidou até de um boi de duas cabeças – de verdade – e deixou eu conhecê-lo, só pra minha infância ser mais lúdica.

Não herdei a sua mania de amassar o feijão no prato e deixá-lo em baixo do arroz, mas dizem que o nosso sorriso se parece muito pela intensidade. Talvez nossa teimosia também seja semelhante, como na sua insistência em usar papete + pochete + camisa pra dentro – mesmo eu dizendo que é micão.

Hoje eu deixo aquele beijo na careca que te dou todos os dias. Obrigado por estar aqui, você não sabe o quanto eu agradeço diariamente por isso. VELHO PISTOLEIRO.

Te amo!

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PARA CRIS

nos verdes olhos, um verão otimista.
na saudade, sempre Manhattan.
no riso, a mulher parisiense.
na liberdade, o escapismo viajante.
na arte, bijus inventivas.
no zodíaco, o domínio da leoa.
no colo, gatinhos marrons.
nos pés, um par de patins.
no coração, um marido exemplar.
na endorfina, uma tarde de Forever 21.
na Inteligência, a resiliência corporativa.
na saúde, saladinhas e overtrainings.
como prima, uma amiga generosa, repleta de quali-jetivos.

Hoje uma caixa colorida se abre pra você, cheia das melhores coisas. Viva!

PARA MARIANA

Você sempre foi a minha amiga mais persuasiva. Me inspirava com a sua forma de criar asas no meio da queda, fazer um sonho brilhar em forma de fé, colocando-se nele, estando de bem com o presente, sem que o pessimismo atropelasse o êxito – e eu sou fã confesso de gente assim. Sempre foi nítida a capacidade que você tinha de convencer o universo a te dar mais uma mãozinha, como na nossa pós-adolescência, quando você cabulava entrevistas de emprego pra passar o dia na piscina – para o desespero da dona Toninha [a eterna miss-mãe-Brasil]. Você sempre conseguiu ser cor-de-rosa sem ser superficial, sem forjar o tom, sem desbotar, sem perder o perfume, mesmo quando o céu estava nebuloso e avisava para sairmos da chuva.

Sei que essa vida foi muito melhor com você por perto. Você consegue ser aquele tipo de amiga que tem um volume de opinião coerente, otimista, sabe ouvir, elogiar, acompanhar, sabe ser leve mesmo quando está nervosa, afinal, você costuma ter ataques de riso quando aflita. Que bom que soubemos transportar um ao outro, para cada próxima fase, mesmo não cumprindo aquela furada promessa do “uma vez por mês”. Tudo permaneceu. E que alívio você continuar perdoando o seu melhor amigo por ele sempre estar viajando nas suas comemorações. Às vezes me faço aquela velha pergunta que diz respeito ao passado: “o que eu faria novamente?”. Ultimamente tenho me feito uma nova pergunta: “com quem eu faria tudo de novo?”. E você é um dos que estão sempre nessa resposta. Amo-te de torcer, de ao te ver em estado de êxtase, extasiado ficar.

Aproveite o bolo, o dia, os sabores, os abraços. Estou aqui, mas estou aí.

PARA RENATO

Hoje quando olhei uma ligação sua perdida no celular confesso que talvez nem fosse te retornar, e eu imaginei que não haveria uma segunda tentativa de ligação sua –  já que você curiosamente liga sempre somente uma vez, não há insistência da sua parte. Foi aí que olhei uma segunda chamada perdida sua , e aí me preocupei, comentei com uma amiga que estava do meu lado :” gozado, o Re num é de ligar duas vezes, ele sempre liga uma só. Alguma coisa importante aconteceu.”

Te liguei e você me deu a noticia sorrindo, radiante e é engraçado como o sorriso que é algo tão visual pode ser sentido a milhas de distância mesmo não havendo contato entre os olhos. E eu num consegui ficar feliz, me deu um embrulho, me deu aquela saudade egoísta. Eu chamo isso de “morte da convivência “ : é uma espécie diferente de partida, ela não é física, ela acontece quando a gente se despede em vida de um cotidiano com pessoas queridas que se encerra por algum motivo, e por mais que ninguém tenha morrido, é dele que provavelmente sairão as melhores lembranças, os piores embates, o conteúdo mágico da caixa da amizade. No nosso trabalho essa sensação é pior porque acontece com um por vez, e cada um que se vai, deixa um espaço sem substituição e o sofrimento vem em parcelas, a gente sente saudade dos bons momentos, e até dos desentendimentos, e sentir saudade disso é também uma forma de sentir saudade de nós mesmos. Pode parecer bobo, mas depois da partida dos meus avós, meus momentos mais dolorosos de vida aconteceram desta forma: no dia da formatura da escola, da faculdade, do teatro, a fogueira de despedida do acampamento.

Eu sei, a gente faz juras de amizade, a gente promete que vai manter contato e que tudo vai ainda ser mais legal. E eu apesar de cogitar, prever, imaginar, e quando brigávamos até torcer por isso, achava que era uma ficha distante de cair. Eu me imaginava saindo antes de vc, e no meu ultimo plantão vc mandando -de surpresa- prepararem varias Fries gigantes com molheiras de billy aos montes pra todos. Eu te daria um abraço de despedida e falaria exatamente o q vc me disse hje no telefone. Te agradeceria por tudo, principalmente pelo nosso ultimo plantão, nesse ultimo inocente domingo. Foi um plantão diferente, porque você por diversas vezes me ajudou , foi talvez um abraço de despedida.

Dos vários tipos de saudade que eu sentirei, a principal será do fato de você chegar antes de chegar: sim, porque as suas chaves sempre avisavam da sua chegada. E eu vou sentir falta do barulho delas. O barulho delas por muito tempo significava pra mim uma bronca ardida se aproximando, e de uns tempos pra cá passou a significar que o meu AMIGO estava por perto.
Sim, estou feliz e te desejo o melhor, mas quedas de fichas doem, e está doendo bastante, é um pedaço da minha historia ali dentro, indo e me deixando um pouco mais órfão, repleto de aprendizados, e quem sabe menos briguento.

Você era o único amigo que eu podia conversar de reality show sem ser “censurado” por algum pseudo. E é assim que eu me despeço, dizendo que sim, “a gente se vê fora da casa”.

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