Ei paulistano, que tal um zoológico de insetos com direito a corrida de baratas? Em São Paulo tem!

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se atente as atrações: corrida de baratas, uma larva gorda do tamanho de um ovo, um besouro que levanta 800 vezes o seu peso, casulos coloridos, tem bicho-de-pau, tem a maior barata do mundo, e diversas espécies curiosas.

Parece bizarro mas essa exposição permanente acontece de terça a domingo das 9h as 16 horas no Museu do Instituto Biológico, na Rua Amâncio de Carvalho 546, Vila Mariana.

O que esperar da cerimônia do Oscar domingo.

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Como eu sempre digo, tão bom quanto ficar ansioso com a cerimonia do Oscar é falar mal dela. E antes que você toque na palavra “recalque” já digo antes que eu amo o Oscar junto com todos os seus defeitos. O entendo como uma cerimônia completamente fincada em agradar uma nobreza artística, em justiças políticas, em diplomacias vaidosas.

Confesso que os filmes desse ano trazem uma qualidade acima da média, o vencedor deve ser daqueles que no dia seguinte ninguém vai lembrar mais, estilo “O Discurso do rei” ou “Argo”. Pro negócio não ficar chato, eu darei pitacos apenas nas categorias principais:

Filme: 

Acho que ganha “12 anos de escravidão” por ser um filme substancial sobre o contexto da escravidão e a Academia adorar um prêmio político com status de reconhecimento, ou de gentileza histórica. No caso de surpresa acredito que o plano B seja “Gravidade” que ocupa a vaga “Avatar” desse ano e desde “Senhor dos anéis” não vemos um blockbuster levar o prêmio principal. Uma terceira zebra seria “Trapaça”, mas é um filme mediano pra bom, e seria um mico.

Minha opinião: quem deveria ganhar é “Ela”, de longe, é o único filme LINDO concorrendo.

Ator: 

Matthew McConaughey é o cara da vez! Seus últimos trabalhos mostram o quanto ele se livrou do seu “galã” e partiu pra dentro, deve ser o Mickey Rourke dessa cerimonia, deve levar, mas acho que DiCaprio ainda tem remotas chances, já que seu papel em “O Lobo do Wall Streth” foi o melhor de sua carreira. A  verdade é que DiCaprio deu azar: emagrecimentos e mutações artísticas enchem os olhos dos críticos, e McConaughey faz isso bem, mas existe um entidade na Academia que premia atores que provavelmente nunca mais vão ganhar nada, vide Sandra Bullock, e tudo bem, não é o caso de Léo que vem realizando ótimos trabalhos junto com Scorsese.

Minha opinião:  DiCaprio sem muito pestanejar.

Atriz

essa é a maior barbada de domingo, Cate blanchett leva por “Blue Jasmine”  e apesar de ter achado sua interpretação gostosa, não vi nada de espetacular a ponto de merecer o grande prêmio, embora a ache um excelente atriz.

Minha opinião: Meryl Streep! Sempre Meryl Streep!

Ator Coadjuvante

Essa categoria marca a polaridade entre Johan Hill por ” O Lobo” e Jared Letto por “Clube de compras dallas”, mas quem deve levar é o segundo.

Minha opinião: Johan Hill porque  ele ta merecendo faz tempo, mas eu desejo que as pessoas não assistam o filme do fim do mundo que ele faz com o James Franco.

Atriz Coadjuvante

Tem gente dizendo que J.Law vai fazer dobradinha e levar prêmio pelo segundo ano seguido. Acho um exagero ela vencer de novo e aposto em Lupita Nyong’o por “12 anos”ganhando como uma revelação potente pro futuro.

Minha opinião: Julia Roberts por “Álbum de família” me deixaria bem feliz, mas eu sou MUITO suspeito pra falar dela, e eu sei que qualquer cinéfilo que leia isso vai me achar um louco.

Diretor

Embora o favorito seja Alfonso Cuarón, acho que Steve McQueen também está no páreo, e pode surpreender.

Minha opinião: eu teria dado o Oscar a McQueen por “Shame” – esse sim um filme que considero excelente, mas Cuarón merece, afinal dirigir um elefante branco desses e ainda arrancar interpretações razoáveis não é pra qualquer diretor.

Filme estrangeiro

“A grande beleza” da Itália tem dois oponentes de peso: “A caça” da Dinamarca e “Alabama Monroe” da Bélgica. São três filmes sensacionais.

Minha opinião: completamente dividida entre “A Grande beleza” e “Alabama”: me apaixonei pelos dois filmes.

Animação

Acho essa premiação a mais injusta já que  se polariza sempre entre filmes da Dreamworks e da Pixar que sempre vence. vai dar “Frozen”, óbvio.

Minha opinião: Vidas ao vento, sem nem ter assistido, digo de olho fechado. Myiazaki da show e “porrãn”, é o último filme de sua carreira.

Bom carnaval a todos, bora sambar na estatueta.

 

 

 

Baleia – música que colore tardes tristes

um grupo carioca que surpreende por suas letras lindamente arranjadas em misturas, talvez a banda indie revelação de 2014, sim me arrisco e canto essa bola.

já deram pinta no Circo Voador, e agora  seu primeiro disco “Quebra Azul” está disponível pra baixar gratuitamente no site da banda. Gabriel Vaz – integrante da banda – define o estilo cantado como um  “jazz-rock-swing-romantique-cool-cabaret-pop-experimental”.

O Favoritei traz três musicas para um test drive:

A casa

 

Killing Cupids

 

 

 

Jiraya

 

Pão delícia: receitas que eu roubei de livrarias.

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Se você não conhece eu já te adianto, esse é o pãozinho mais delicioso do planeta. Ele é originalmente baiano, possui um gostinho de queijo parmesão, e desmancha na boca, isso é uma promessa.

Com vocês. o ~Pão delicia~

  • INGREDIENTES

    • Tempo de preparo: 1h 25min
    • Rendimento: 45 porções
    • 6 colheres de açúcar
    • 2 ovos
    • 1 colher de oléo
    • 125 g de margarina (uso a qualy)
    • 2 xícaras de leite morno
    • 1/2 colher de sopa de sal
    • 50 g de queijo parmesão ralado
    • 700 g de farinha de trigo
    • 2 pacotes de fermento seco biológico
    MODO DE PREPARO
    1. Coloque os ingredientes na máquina e selecione o ciclo amassar, não deixe o clico completar porque a massa cresce muito e derrama, deixe por 40 minutos
    2. A massa fica mole, então precisa melar bem a mão no óleo para conseguir modelar,
    3. o pão fica maravilhoso, derrete na boca
    4. Modele e coloque na assadeira já untada, após concluir toda a massa deixe descansar por mais 30 minutos e pode assar em forno médio
    5. Quando tirar do forno passar manteiga e polvilhar com queijo ralado.

    Por Eliane Guedes Soares.

Trailers que nos despertam: coleção virtual #2

Trailers, sim sou fanático por trailers, trailers são a vitrine de uma boa edição, tem que dar vontade, sem entregar as melhores partes, tem que ter uma pista chamativa, existem trailers que são melhores do que os próprios filmes, começo a coleção com eses e você pode mandar o seu:

Comer Rezar e Amar: pra quem é viajante eu diria que impossível não se apaixonar por Julia Roberts versão viajante.

 

A dama de ferro: um trailer com “our house” do Madness nunca é de se jogar fora, ainda com a prsença de Meryl Streep.

 

Helena: esse maravilhoso doc. brasileiro possui tanta poesia, imagens, pianos e o trailer é um belo convite.

 

Pânico 3: o trailer da suposta conclusão da saga, traz uma síntese das regras dos deliciosos filmes de terror anos 90. #HelloSidney

 

Planeta Terror: Robert Rodriguez e seu filme mais perigoso, mais B, mais caliente, e a musiquinha do final da todo um clima.

 

Batman – o cavaleiro das trevas ressurge: a conclusão da trilogia Nolan tem um trailer eletrizante, com o hino dos EUA no estádio e depois Gotan indo abaixo.

 

 

Bebês: juro, fui ver esse doc. por causa do trailer, e a música é tão pra cima, e as imagens gostosas.

 

Em chamas: a turnê da vitória. o que teria acontecido aos tributos, o trailer da boas pistas e bastante vontade de ver.

 

e o seu trailer do coração, qual é?

Ei viajante: que tal um paraíso regido por índios Kuna, pra lá do Panamá?

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São 365 micro-ilhas, menos de 40 são habitadas, é sobre o que existe no espaço de um olhar apaixonado entre  Colômbia e Panamá. Muita areia branca e talvez o lugar mais “puro” do Caribe. San Blás ou a comarca de Kuna Yala possui entre seus atrativos a hospedagem em cabanas com paredes de bambu e tetos de palha, você dorme em redes, mas dizem que o mais interessante lá é a integração do viajante com o indios Kuna. <3

#quero

O sal da vida. trailer de livros.

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O que a Françoise Héritier faz nesse livro é quase uma canção, longa, leve. trata-se de uma frase gigante, que dura o livro inteiro e enumera um emaranhado de pequenos prazeres, e o detalhe do belo cabe em nossa imaginação. Poesia, imaginação e profundidade ao seu dispor:

“…não dar as costas para a desgraça alheia, manter a amizade como um compromisso, ficar absorvido na contemplação do trabalho de um formigueiro, andar no mato abrindo caminho entre os gafanhotos, imaginar onde dormem os miquinhos urbanos, ainda ter uma enorme chave para o portão do jardim, deixar crescer ervas daninhas entre as pedras do terraço, não dispensar a trepadeira capuchinha no jardim…”

 

Ei paulistano, você já ouviu falar dos restaurantes africanos localizados na região da “Cracolândia”?

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Parece um pouco forçado, ou uma exploração do excêntrico [por hipsters], mas imergir em uma realidade mesmo que seja com alguma desculpa como pano de fundo é algo sempre válido. Na região batizada pela polícia como “Cracolândia”, existem diversos restaurantes sul americanos e africanos, geralmente abertos por imigrantes que se estabelecem naquela região,  hoje iremos falar do segundo time.

Biyou’Z – camaronês com influências vizinhas: fica na Al. Barão de Limeira, 19-a.

fica escondidinho, depois de um toldo, dizem que a dona é simpática e a especialidade é a banana da terra com corvina frita (peixe) que custa R$15,00 ou o Tiep, um composto por arroz, carne, cenoura, repolho, batata-doce e mandioca e é o hit entre os senegaleses.

Outros: existem mais 4 ou 5 restaurantes na região da Barão de Limeira e na Rua Vitória, em alguns deles os funcionários não falam português, e o estabelecimento não possui nem nome.

Já vi diversas peças de teatro nessa região, e acho importante que as pessoas em algum momento entrem em contato com essa realidade, quebrem paradigmas, saiam de sua zona literalmente confortável e testemunhem algo que só temos contato virtualmente.

 

 

 

 

 

Confira o trailer do novo filme de Wes Anderson :”O Grande Hotel Budapeste”. Os hipster pira!

Sinopse:  No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

Estreia no Brasil prevista para 4 de Abril.

 

Philomena

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Filme bochechudo, de apertar, e também cardio-cortante. Quem não quer consolar Philomena?

Uma senhorinha cativante, resiliente, inofensiva, sem chantagens; um fubá, um carinho do cinema. Suas soluções, seu jeito de aceitar terremotos, sua coragem brejeira, nossa, eu ficaria horas falando dessa personagem.

O prelúdio do longa é do clichê da busca, e eles partem então. Uma viagem que vai nos levar a uma emocionante moral da história, um acerto de contas com o passado, água benta brotando dos olhos e uma cena singela pra guardar: o filho sorrindo “pra mãe” através do vídeo.

Descobertas: o fim se antecipa no meio e um “novo” filme começa. O roteiro vira à esquerda, à direita, e as curvas valem a pena. Judi Dench vence tudo, é gigantesca, dribla sempre sua expressão rude, coloca a vida em seus olhos estáticos e glaciais, a íris em estado pop-up, um azul-potência que salta sentidos em uma moldura feita de rugas abençoadas, Judi é todo um reino imponente.

O contraste entre sabedoria [ela] e inteligência [ele], diálogos que são armas apontadas, cessar fogo, ceder, compreender, aceitar. Depois de Philomena meu dicionário de dentro ta todo novidade.