Favoritei na Mostra internacional de cinema de SP: boletim – parte 5.

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A coisa mais valiosa que o cinema me desperta é quando eu saio de um filme conseguindo não descrever apenas ele próprio, mas como me senti diante dele. Esse me causou uma sensação inédita: um pânico moral. Um receio esquisito de me sentir cúmplice do que eu assistia e me enojava de ver, de admitir que estava deixando meus olhos se impregnarem daquela sujeira, e continuar indo em frente, deixando aquele palco de barbaridades continuar sem interrompe-lo. Não queiram saber do que se trata “Miss Violence“. Como um amigo disse: quanto menos você souber desse filme , melhor. O que não tem nome as vezes faz com que nosso estomago sinta menos. E foi melhor assim. O que eu senti não tem nome, e eu nem quero que tenha. Confesso que eu repetiria varias vezes a sensação que eu tive na primeira vez que eu o vi, mas seria improvável repetir a experiência do filme em uma segunda vez.

O cinema grego tem me mostrado o que de verdade significa um filme de terror. Pra mim terror, terror mesmo, é o real que ignoramos, é o lado asqueroso humano que a gente não quer saber que existe, mas que existe, é um medo de saber que gente como a gente comete crimes bizarros e doentios. O cinema grego é uma careta moderna e assustadora, é uma resposta artística crua a depressão social e econômica que o país vive. Um cinema de violência implícita, cruel, claustrofóbica. Um mundo de zumbis que de tão humanos, se parecem conosco, lamentavelmente, o cinema mostra um espelho que denuncia uma farsa: o disfarce da irrealidade cotidiana. Personagens que atravessam a trégua com a câmera e nos olham sem timidez, nos provocam, confundem nossos confortos inventados.

E eu nunca tive tanta certeza que não é bem o que vemos que nos causa prazer, mas sim o medo do que vemos, esse medo sim, esse medo é o próprio prazer.

Hoje eu sei: existe terror level easy e o novo cinema grego.

Favoritei na Mostra internacional de cinema de SP: boletim – parte 4.

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Dolan cresceu. 24. Depois de um filme longo e cheio de tentativas artísticas, o diretor prodígio traz uma obra madura, excêntrica, psicótica, rustica, sexual e esteticamente perfeita.

Temos de nos acostumar: Dolan usa o artificio do quase, quase sempre. Costuma mexer diretamente com nosso voyeurismo, com o lado excitante irrealizável. Amores platônicos, paixões sádicas, virtuais; o impossível que quase deixa de ser. Dolan é um meteoro, é o namoradinho do cinema. É uma bala de raspão vinda do Canadá criativo. Já não podemos mais achar que Dolan passa do ponto ou pira demais nas reviravoltas. Seu cinema é rebelde, subversivo, blasé. Ame-o ou deixe-o.

A fotografia malhada estourada de verde-pasto, e o cabelo de Dolan que por vezes se confunde com o milharal. A natureza com tons de outono. São sempre um caso a parte os quadros feitos por Dolan. Um sempre primor.

Há o tempo todo em “Tom na fazenda”  uma provocação, um (não) desnudamento dos personagens que cria um clímax tensionado. Imaginamos o sexo em cenas violentas e intolerantes. Essa sub-sensação é só uma das coisas que o cinema de Dolan é capaz, um de seus quases, um suspense sexual.

Dolan é mimado, é do tipo que ainda vai fazer muita pirraça, esbanjar sem muita modéstia a sua homo-genialidade, e seu bom gosto em decorar salas de estar. A cena de tango é um exemplo: rural, ogra, poética; quase uma obra de arte. Outro ponto alto fica por conta da triangulação mãe-Tom-Frances que é cheia de entrelinhas, obsessões e por dizeres.

Dizem que finalmente chegou a hora dele estar entre os 5 estrangeiros do Oscar. Dolan chega lá, o mundo já sabe, não sei se agora, mas está quase.

5 lugares do mundo de querer ir depois de ver a exposição “A Terra vista do céu” no MASP.

Tudo começou na “Eco 92″ a Conferencia das Nações Unidas. O fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus- Bertrand decidiu que faria uma jornada pelo mundo tirando fotos aéreas feitas a partir de balões e helicópteros, retratando lugares inspiradores e suas fragilidades causadas pela intervenção humana.

A mostra itinerante está em exposição na área livre do MASP e no Parque Trianon. São 130 fotografias que nos despertam vontades, nos fazem viajar e fazer planos, alimentam os olhos.

A entrada é gratuita e vai de 15 de Outubro a 15 de Dezembro.

Confira as minhas 5 fotos favoritadas na exposição:

HABITAÇÕES DOS ÍNDIOS KUNA, ILHAS ROBESON, ARQUIPÉLAGO DE SAN BLAS, PANAMÁ

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LAGOA AZUL, PERTO DE GRINDAVIK, PENÍNSULA DE REYKJANES, ISLÂNDIA

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O OLHO DAS MALDIVAS, ATOL DE MALÉ NORTE, MALDIVAS

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SECAGEM DE TÂMARAS, PALMEIRAL NO SUL DO CAIRO, VALE DO NILO, EGITO

SECAGEM-DE-TÂMARAS-PALMEIRAL-NO-SUL-DO-CAIRO-VALE-DO-NILO-EGITO.

VILAREJO DE KOH PANNYI NA BAÍA DE PHANG NGA, TAILÂNDIA

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Veja todas os 130 lugares retratados no site da exposição.

Favoritei na Mostra internacional de cinema de SP: boletim – parte 3.

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Cinéfilos e ciclolovers, faltava um filme assim: bicicleta e inocência. Freddy é um menino que sonha em ser ciclista e possui uma bike suspensa no teto de seu quarto, onde diariamente ele “pedala no ar”. Um longa simples, leve, que traz a infância em versos- pedais e ruivos cabelos de menino sonhador. A fotografia é poesia. Os figurinos possuem um exagero inocente, e as interpretações são tocantes. “Vai Eddy” fala de tanta coisa. De crenças limitadoras, ou das obstinações que perduram até atraírem larvas e moscas, literalmente. As ideias que envelhecem.

Um açougue familiar, hereditário, gerido por um pai que insiste na inflexibilidade, em não apostar no novo, só pra não jogar as tradições no ralo. Cidade grande x cidade interiorana. As visitas sazonais da tia rica e descolada que traz presentes, ou a chegada de um supermercado demarcando o contraste entre os dois modos de vida. É completamente precisa a forma como as ideias vão mudando.

As lagrimas caem, tem pureza e magia; é a safra mais suave dessa mostra 37 – tão especial e bem cuidada.  Deixe vaga pro coração, estacione o olhar, “pedala que passa”.

O cinema veio de bicicleta nos buscar. Ar puro.

Filarmônica de Pasargada

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carência de aperto de metrô.

sambas que se interrompem.

uma fabriquinha de bem-querer.

cantos que nos colocam em rodas-gigantes.

somos vinhetas dentre promessas e confetes.

noite de sábado com cinema.

instrumentos conversam e repercutem.

saudade de balas vermelhas que parecem de vidro.

camisa quadriculada indie com cheiro de amaciante bom.

modinhas de juntar amores.

a menina que canta tem olhar desastrado.

influências saltimbancas.

ela volta gritando Piaf em cor de rosa. tem timbre Gal.

bagunças que misturam flores e joaquins.

chacinas, carnavais e pés prateados.

gostoso como vento de Picape que muda a franja.

domingo – solidão – Faustão – sofás vazios.

A Ana Julia casou e a Monica se separou.

se esquecer das regras de quando o amor não deu certo.

cupidos que acertam em chei-os de graça.

já beberam shampoo e nadaram no Rio Tietê.

eles funkeiam cordeis com gosto de milho de festa junina.

sorrir pro celular.

banda de futuros big bangs em teatros alternativos.

escapatórios.

fiu fiu.

recortam e colam ironias intertextuais.

desleixos e caprichos. revistas.

mais um mais um mais um.

Filarmônica de Pasárgada. axé music sabor citrus.

new love.

vou me embora com vocês.

coisas que eu senti em um show deles, no Centro Ecum.

 

Favoritei na Mostra de Cinema de SP: boletim – parte 2.

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Falarei de um filme só. Merece.

Filme 05

O garoto que come alpiste” foi o filme mais desconfortável da minha vida. Nessas horas eu penso no bem que o cinema me faz mesmo quando me “faz mal”. Fugi do cinema e voltei. Fugi novamente e não deu tempo de voltar. A luz acabou em plena projeção. Aquela parte da USP estava escura. A Biblioteca parecia cenário de filme de terror. A mostra me rendendo mais uma história pra contar. As pessoas saiam “fugidas”, diziam que nunca tinham visto um filme tão ruim. Sei o que elas queriam dizer, mas o filme não era ruim, nem de longe.

Percebi que uma obra, quando desperta algum tipo de mal estar em alguém costuma ser questionada a nível qualitativo. É uma rejeição indignada. É mais fácil repelir. É essa a reação que eu quero, que eu procuro, mas que não seja sempre essa. Um show de horrores tão banal, tão real e criativamente bizarro, tão secretamente humano. Não vi sangue, nem morte, vi o nada, não tinha trilha, tinha só o som ambiente – estamos sem capa de chuva. O diretor quer nos expulsar, e nós temos que resistir, reagir. A câmera é trêmula, há uma invasão e ao mesmo tempo um borrão disfarçado na imagem, que faz com que mesmo de tão perto, tenhamos a sensação de não estar vendo o suficiente. A cena mais chocante (não) chega para isso, ela é um falsete, no meio do que já não está em ordem, já existe um embrulho, essa cena é um alarme. Mas, sim, é uma das cenas mais chocantes do cinema em tempos. E eu sei que vão dizer que ela nada tem de chocante e talvez não o tenha, seja justamente essa a proposta, uma provocação, talvez chocante seja o fato dela estar no meio de um filme, inesperada, sem aviso prévio, na nossa cara.

Muitos ligam o filme ao contexto social degradante na Grécia de agora, e eu acredito que ele seja realmente um protesto. Mas pra mim é uma obra que vai além, que será mal falada, será subestimada, muitos não chegarão ao seu fim. Uma vertigem insuportável de gostar odiando.

Se sentindo em recuperação.

 

5 músicas onomatopaicas (saiba o que é) pra guardar num potinho.

Músicas onomatopaicas: repare que nelas, além do aspecto instrumental existem barulinhos auxiliares que parecem proclamados por pessoas. da uma conotação fofura de ninar.

Barulinhos = onomatopéias = pum = pluft = pow= tum tum.

Igloo – Karen O and the Kids – achei no filme “Onde vivem os monstros” e na peça “Música pra cortar os pulsos”. linda.

do filme “O menino e o mundo”. trilha de música unica o filme todo.

Musiquinha do curta metragem da Pixar que vem antes do filme “Universidade dos Monstros”. Blue Umbrella.

Tema de Edward – mãos de tesoura. Trilha do filme de Tim Burton composta por Danny Elfman.

Cordeiro de nanã. interpretado pelo cantor Mateus Aleluia e pela “cantriz” Thalma de Freitas. Fez parte da novela “Senhora do destino”.

 

 

 

Paulistano: que tal um cinema móvel que funciona a base de energia solar em SP?

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O CINESOLAR possui uma proposta inovadora: levar o melhor do cinema para pontos distantes dos pólos culturais e regiões de pouco acesso ao cinema se utilizando de energia solar. O CINESOLAR funciona com um furgão adaptado com placas solares no teto que captam energia solar transformando-a em energia elétrica através de uma bateria de armazenamento capaz de capturar até 12 horas de carga de energia.

A ideia foi posta em pratica pela Brazucah produções e agora através de uma parceria com secretaria Muncipal de Cultura de SP chega aos CEUs,

Veja o calendário de Outubro/Novembro:

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O Natimorto – um musical silencioso.

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Completei a trilogia. Maravilhosa. O Natimorto. Depois do livro, do filme, agora a peça. Os pontos se ligam. Um dando cor ao outro. Bolinhas de fumaça se misturando. Um musical silencioso. Niltinho Bicudo tem o poder de não chegar, já está. Parece aquele tipo louco da Praça Roosevelt, que senta na sua mesa e puxa assunto como se já te conhecesse. Repito, Niltinho já está. Acho que todo artista possui um momento de encaixe perfeito com a sua criação, interpretação ou possessão. É uma metade de laranja que se encaixa de um jeito tão preciso que já não se sabe mais o que é arte o que é interprete, parecem ter se tornado uma coisa só, sem traços de separação. Niltinho parece sempre ter sido o personagem do agente, que ao mesmo tempo busca um isolamento das dores de fora, tem medo de só existir para os outros quando está presente.  O texto de Mutarelli já é por si só um primor, porque desvenda de um jeito obsessivo nossas camadas existenciais mais escondidas: cigarros, epifanias, cigarros, epifanias, cigarros. O texto brinca com os atores. Os atores brincam conosco. Regina França a “esposa” por exemplo, é ladra-atriz, rouba a atenção, é querosene, arregalada, inflamável, é tragicamente engraçada.

O cigarro: personagem, representação do próprio tempo. Enquanto ele “passa” os personagens acabam sugados pelas próprias frustrações, passam a não se suportarem, eles consigo mesmos, em brasas, tragados, queimando por dentro. Hospedes ou hospedeiros?

O cenário é minimalista, transições de cena acontecem na intenção dos atores, eles são o próprio espaço. Os figurinos parecem apenas peles por cima de peles, que montam e desmontam, que se desfazem em camadas, que se desnudam de nada. Obrigado.

Maria Manoella sempre te achei pretensiosa. Do tipo atriz que faz tipinho, que paga de underground, sempre te vi de relance entre pontas na Globo e filmes brasileiros não comerciais. Não sei se você aprendeu com o tempo, ou fui eu que nunca prestei a devida atenção em você; acho que os dois. Talvez eu fingia não te ver. Uma bobagem. Volto atrás. Agora. Você é excepcional. Não me saem da cabeça os seus verbos corporais e o seu olhar possuente – e essa palavra nem existe. Você riu chorando, você cantou tão bem que se eu te ouvisse, não seria tão bonito. E a sua voz? Sua voz consegue se colocar na mesma prateleira de sua presente emoção. Desculpe. Agora eu sei o que Bortolotto sempre em você viu . Você é musa de diretor repetir. Sacerdotisa, Imperatriz, Maria. Eu me rendo. Você é quando o tarot engana. Sorte, a minha.

Sorte de quem foi, sorte de quem vai.

Favoritei na Mostra de Cinema de SP: boletim – parte 1.

O Favoritei narra seus passos, decepções e alegrias durante a Mostra:

Filmes 01 e 02 : dois filmes seguidos em uma sala. Frei Caneca. Lembro-me de entrar na sala com o pé direito. O primeiro longa da noite se chama A Montanha Matterhorn, é holandês. Mostra a relação que se estabelece entre dois homens sozinhos. A chegada de um deles na vida do outro desconstrói uma rotina rígida, perfeccionista, alheia a mudanças. Isso acontece de um jeito cativante, natural, mágico, genuíno. A estranheza da situação proposta nos faz embarcar mesmo que desconfortavelmente na inclassificável  relação que nasce dessa convivência. Esse já é o meu xodó na Mostra, entrou pros meus favoritos do ano, é o novo Wrong. Nota 4,5/5,0

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O segundo longa era brasileiro. era sessão cabine, com equipe técnica inteira reunida, metade era família do diretor. Ganho adesivo e pirulito na entrada. O Filme, que teve menção honrosa no Festival do Rio, se chama “O menino e o mundo”e é uma animação – brasileira – diferente de todas que já vi. Praticamente muda, tem uma linguagem própria, é um delírio visual. Sua monotrilha sonora nos transporta para lugares festivos, confetes gráficos que comemoram a vida, sempre que a música toca, há alguma alegria acontecendo. É filme de comemorar. Nota 3,5/5,0

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Filme 03: Começam as coincidências da Mostra. Encontro um casal de amigos sem querer. Fernanda e Plínio. Eles não me olham com surpresa, é como se a gente tivesse marcado sem marcar. É como se eu já estivesse nos planos deles. Vamos até a central de informações para escolher o filme da noite. Queríamos o da Leandra Leal, mas está esgotado desde as 14h. Depois de meia hora investigando uma boa opção compramos “Obrigado por nada.” Tem tempo, vamos na “Amor aos pedaços”, e depois vou na banquinha que tem o meu suco de Açaí predileto no mundo. Peço ele misturado com suco de tangerina. Já ta na hora. Ao chegarmos na sala, a moça avisa: estamos com 20 minutos de atraso. Sentamos então para observar o burburinho em volta do elenco do filme brasileiro. Leandra Leal está linda de terno preto e saia branca. Está loira, curta, angelical, rebelde, empinada de sempre, parece Carey Mulligan, parece Leandra, só que melhor. Ela e Milhem Cortaz não se falam. Passam reto um pelo outro. Eles são o casal de protagonistas. Estamos frustrados, queríamos esse filme. E de repente um milagre, Um moço chamado Vitor aparece com uma cartela de ingressos perguntando se nós já tínhamos. – Não, não temos. Havia sobrado. Ele se autointitulou como o “homem dos ingressos. Ganhamos, comemoramos, yupi. Dane-se o filme que  a gente tinha comprado. A sala lotada, e tinha o Zeca Camargo ali na platéia. Sentamos na ultima fileira, no lugar mais privilégiado. O Filme parecia de inicio, aquele tipico filme brasileiro de agora: baixo orçamento, elenco pequeno, atores cults, fotografia competente, interpretações naturalistas. Surpresa. Em seu meio o filme cresce,  gera tensão, aflição, vai para um caminho surpreendente. Há algo de arrojado nos diálogos, os personagens induzem e convencem através da fraqueza do outro que no fundo já estava previamente convencido: suicídios morais são uma constante no longa. A personagem de Leandra, que parece simples e sem complexidades, vai se mostrando fria e psicótica e somos levados a um caminho perigoso e sem volta. “O lobo atrás da porta” é um filme chocante, dissimulado, gradativo, estratégico, acima da média, bem acima. Nota 4.0/5,0

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