Ei viajante: que tal aulas de surf no Havaí?

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Esse é o relato da minha experiência em uma aula de surf  que fiz em ~Waikiki Beach~ no Havaí. Começa hoje a sessão #Favoriteipelomundo.

Aulas de surf, dinossauros e Waikiki.

Estou hospedado em Waikiki, a praia da badalação, a face comercial, ocidental, e turística clichê – que foge da pureza postal que costumamos ver quando se fala em Havaí. Considero um bom começo, uma transição pra gente como eu, com vícios urbanísticos, sem tiques caiçaras. A praia aqui possui um interessante muro intermediário que dizem ser anti-tsunami- só que ele tem a minha altura, #fail. Tem também uma escolinha de surf. Surfar estava no montante das coisas que eu queria aprender um dia, mas não agora, estava junto de objetivos como aprender italiano, ir ao Egito, apreciar Whisky, ler Haruki Murakami ou tocar Acordeon, mas por outro lado tinha lembrado da promessa que eu me fiz no dia em que completei 29: não deixar de tentar fazer nada que eu ache que não tenha capacidade”. A promessa venceu e paguei uma aula particular. Eu imaginativo que sou, me apresentei como Juba – que tinha o amigo Lula que ficou no Hostel – o professor se chamava Jean Paul e era nativo, e eu já tinha ido de prima com a cara dele porque seu braço ostentava uma tatuagem tosca com o símbolo “JP” que segundo ele era uma homenagem ao filme” Jurassic Park”- que tinha sido gravado nessa ilha. Mal sabia ele que só por isso ele já tinha ganhado um aluno atrapalhado e tagarela que ia querer falar de dinossauros pra sempre. Falei que gostava do Dilofossauro porque ele possuía uma arma-secreta para situações de perigo e logo ficamos broderss. Leia mais »

Tomates verdes fritos: receitas que roubei de livrarias.

Uma receita que eu busco desde um certo filme homônimo, e que finalmente tenho em mãos para favoritar.

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matéria prima:

meia xícara de fubá

dois ovos

um terço de xícara de óleo de milho

três colheres de sopa de queijo parmesão ralado

meia colher da chá de pimenta do reino.

meia colher de chá de sal.

quatro tomates verdes médios picados cortados em rodelas de meio centímetro de espessura

três fatias de bacon magro.

 

modo de preparo:

frite o bacon em uma frigideira até ficar crocante.

escorra em papel- toalha, espere secar e corte em pedacinhos.

em um bowl grande misture bem o fubá, o parmesão e pimenta. em outro bowl bata os ovos e reserve.

na mesma frigideira em que fritou o bacon, adicione o óleo e aqueça-o em fogo médio.

passe as rodelas de tomate nos ovos batidos e em seguida na mistura de fubá, pressionando bem. frite até ficarem dourados.

retire e seque em papel toalha.

sirva com os pedacinhos de bacon.

receita de Guga Rocha.

 

Os 7 melhores sofás públicos [ou não] para sentar e descansar em SP.

Uma homenagem a minha mania por sofás/bancos/afins “públicos” e eis aqui o ranking  -que você nunca viu – dos melhores pousos pro cansaço de São Paulo.

1- CineSesc: ar condicionado, gente interessante, café cheiroso, estofado de “pelúcia” e cinema pros pulmões.

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2-O banco de tronco do ~Parque Trianon~: o melhor lugar do mundo pra fazer Coaching, brincar de  jogo da verdade ou uma reunião ao ar livre.

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3- Os puffs da livraria cultura- Conjunto nacional – leituras inesquecíveis, movimento interrupto, refúgio pra mente.

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4- O “banco-avião” da Pedagogia da USP – As melhores IDÉIAS e inspirações sobre a educação do país saem de lá.

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5-Qualquer Starbucks – Jazz gostoso, não obrigatoriedade de consumir, quem nunca? Essa é velha ein?

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6- O sofá vermelho – pra esperar a sua vez- no “Retro Hair” da Augusta- porque ele é lindo, e porque perto dele tem máquina de café/chocolate quente com balas dadinho para mergulhar e derreter estilo submarino.
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7- Qualquer sofá das “Casas Bahia”, vale um “Test Drive” vai?

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Lívia: Pessoa Colecionável #5

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Lívia é um pedalinho: tem água doce nos olhos, nos transporta gentilmente para o outro lado do lago, tem em si um romance fugaz, feito para momentos, não para cotidianos. Gosto de desenhar Lívia com uma frase que diz muito sobre ela: “Tudo me interessa, nada me prende”.

Sedutora. Lívia é daquelas que nos oferece novos mundos para enfeitar um encontro, é uma artista da véspera, inspira antes. No dia da entrevista ela promete bolo e sofá quentinho e eu sei que isso é uma de suas táticas de fazer cinema nas promessas. Há uma moldura inventada em seu jeito publicitário de convidar, ela é capaz de criar uma situação imaginaria que nos sequestra antecipadamente, de bate pronto, sabe como ninguém pintar momentos de canetinha. Tem um antídoto pro não. É daquelas, que como eu, coloca mais açúcar em uma frase pra não faltar poesia. Lívia sempre me colore.

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Em Roma.

Um texto de Antonio Prata para a “Folha de São Paulo” fala da nossa mania esquisita de fotografar tudo quando estamos longe de casa – geralmente em viagens – por outro lado, quando estamos em nosso habitat, isso não se aplica; é como se as imagens de nosso cotidiano fossem desimportantes, e é desse desperdício que um dia sentiremos falta: aquele sofá, o quintal, a nossa cama, imagens que trazem momentos em que morávamos. Lívia é um ponto fora da curva nesse contexto; cultiva o habito de fotografar o seu lar, o seu dia após dia, a sua disposição interna entre as cores e a saudade. Resolvo mesclar o texto da entrevista com fotos de suas viagens para fora e para dentro de seu universo, e em se tratando de Lívia, me surge uma dúvida: o que é dentro e o que é fora? Fotos sem referências postais, sem emblemas, que podem ser aqui, ou ali, longe ou perto.  Uma exposição de seus mundos, um mural de imagens poéticas e palavras fotográficas, o tal dentro e o suposto fora, juntos em uma mesma gaveta preciosa: a de seus verdes olhos.

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Em Hong Kong.

Penso nessa entrevista como um passo ousado. Há elementos novos, e ela está mais abundante, mais visual. Lívia merece: é como uma convidada do “Programa do Jô”, que ocupa todos os blocos do dia.

Lívia é uma líder oculta, conduz sem que percebamos, sugere convencendo, por isso, em certos momentos ela gere a entrevista e eu embarco em seu pedalinho: começa falando coisas lindas sobre o seu círculo de amigas, “As mulheres do IO”. Fala da amiga Silvia e sua capacidade de sempre escolher o melhor dos mundos para se viver. Conto a Lívia o que a Sarah disse uma vez sobre ela e eu guardei na memória: “ A Lívia é o tipo de pessoa que troca qualquer balada por uma boa noite de sono”.

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Em casa.

Pergunto para qual de suas amigas ela costuraria um tricô e sem exitar responde: a “Ferrugem”, porque ela sabe como ninguém receber presentes. É uma pessoa que não tem vergonha de pedir o que quer do mundo. Conta a história de um pingente com uma tartaruga de prata, um objeto seu de infinito valor sentimental, e diz que certa vez resolveu  “trancá-lo” na “Pont des arts” em Paris – aquela dos cadeados com juras de amor eterno. Na hora de consumar o juramento, pensou bastante no significado de tal ato, e se questionou: – prometer amor eterno se eu não tenho certeza? Amor eterno limita! Sou infiel ao desamor! Lívia resolveu então usar a tartaruga como jura de amizade e a deu para Ferrugem. Lembra da emoção da amiga ao receber o pingente, e diz que foi o presente mais bem destinado que já deu a alguém.

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Em Bordeaux

Lívia se preocupa muito em demonstrar gratidão pelo afeto que as pessoas depositam nela. É daquelas que quando você posta algo em sua timeline, “curte” antes de ler/ver: é um “curtir” cego,  de agradecimento. Lívia, muitas vezes se sente rústica, ainda está se adaptando a polidez da cidade, diz que demorou  para saber ser amiga, não tem o disfarce da emoção programada, vem de um lugar onde certos tipos de declarações  não se exigem.

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Em casa.

Um lugar do coração de Lívia é Abrolhos, na Bahia. Ela se lembra de um momento guardado em sua caixinha de lindezas da memória: estava embarcada em um navio e enquanto descia para trabalhar, num instante inocente,  se deparou com o pulo de uma baleia gigante, que rendeu lágrimas suas ao mar; era a vida acontecendo sem expectativas.

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Na Tailândia.

Fora de casa Lívia ainda quer conhecer a Indonésia: pelas cores, pela simplicidade, pelo cheiro,  para “aprender a sorrir de volta para aquelas pessoas sem dente que sorriem muito e com tanta verdade pra você”.

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Em casa.

Lívia tem cores corais e uma euforia laranja. Ensaia primaveras no jeito. Cresceu em casa de ateu, tem mãe comunista e estudou em colégio católico. Dessas referências, criou seu próprio Deus, e pra bagunçar ainda mais com isso tudo, desde a Tailândia, flerta com o budismo.

Politicamente falando, Lívia acredita em revoluções individuais: ajudar gente próxima, de seu núcleo de vida, sem muita propaganda; gosta mais dos atos isolados, sem demagogia, eles propagam uma revolução maior. Acho que Lívia votaria na Mafalda – das tirinhas – pra presidente.

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Em Bogotá.

A comida predileta de Lívia é aquela em que ela pode comer junto das pessoas. Comida para ela é quase um elemento secundário, é um mediador social que se coloca entre as relações, que junta, que agrega momentos e conversas. Peço alguma receita perfeita para um futuro diálogo querido entre nós e ela me sugere um Spaghetti preparado com amor e uma mistura que deve ser feita com a mãos em um recipiente: manjericão, saudade, alho, afeto, amêndoas, carinho, parmesão “faixa azul” – ralado na hora – azeite, sal, sonhos e tomate cereja. Diz que essa pasta serve bem visitas alegres e até mesmo solidões, e que é uma delicia quando requintada.

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Em casa.

Lívia fala da idealização que nutria sobre São Paulo: viver na capital paulista era uma extensão máxima de seus sonhos vivenciais; de longe São Paulo era grande demais. Depois de alguns anos brincando de ser paulistana, percebeu diante dela a cidade encolhendo de tamanho, sampa se tornou pequena  para as suas vontades de vida. Lívia então colocou seus desejos na mochila e foi passear fora de casa para fazer seus sonhos caberem nela novamente, resolveu se vestir do mundo, dobrar de tamanho. Lívia é a personificação da frase do italiano Carlo Levi: “ O futuro tem um coração antigo”.

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Em Bonaire.

Lívia gosta das poesias visuais de  Sebastião Salgado e a sua relação com o que ele percebe ao seu redor, é como se ele artisticamente pagasse uma penitencia ao denunciar a face pura e cruel do real. Sebastião dignifica o que fotografa através da naturalização do olhar.

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Em casa.

Lívia é movida aos simples rituais prosaicos: costurar, cultivar uma horta, fazer bolinho de chuva, escrever cartões postais, cortar tomates. Lívia tem também uma caligrafia invejável: é uma escrita apertada, vertical, carinhosa. Ganho de Lívia um lindo caderno recém começado, ganho sua escrita de presente. Agradeço com nó na garganta.

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Em Paris.

O lar de Lívia parece uma expressão do seu lado de dentro. É quase um abrir de portas do seu profundo. Um cenário em que a gente quer viver imediatamente. O lugar das coisas, o senso estético, a combinação das cores, a escolha de cada item, tudo parece morar ali desde sempre, desde antes do próprio lugar, cada órgão, cada azulejo colorido.

Meu presente de despedida para Lívia é a foto de uma carta, achada em meus passeios virtuais, anônima, bela, viva:

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Paulistano: que tal uma festa/balada para bebês em SP?

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Oi?

Mamães e papais, acreditem: São Paulo possui uma festa/balada dedicada a bebês. A ~Disco Baby~ conta com discotecagem mirim, bagunça e fraudas pra todo lado. A curadoria musical – que inclui DJs renomados –  é feita pela sócia e DJ da festa, Claudia Assef.

Existem duas pistas: a  “E.V.A” feita para os menorzinhos e a “Offset” dedicada aos maiorzinhos.

Junto de toda essa história, existem ainda atrações circenses que fazem a alegria da nação infantil: palhaços, mímicos e animadores.

No cardápio do bar , coisas inacreditáveis: saladinha de frutas, sopinha de legumes, pipoquinha, tostex e eles contam também com um Forno Microondas para esquentar a papinha.

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Isso te interessa?

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Nada, mas tudo acontece: já havia assistido “Essa criança” com Renata Sorrah embutida no elenco. Na ocasião, isso me desconcertou, eu só via Renata – quer dizer  “Nazaré Tedesco”-  e não me atentei a beleza da minha primeira vez com a “Cia brasileira”. Nessa ocasião foi diferente: tinham novamente aqueles cenários com perspectivas arrojadas que brincam com nosso olhar, e os cães-atores, fantásticos, falando do cotidiano familiar com ironia poética. Os diálogos brincando com a palavra, com o tempo-momento, o ator é porta-voz da ação, narra a si próprio,  mas não é necessariamente o agente. Todos nus desde o começo até que esquecemos da falta de roupas, do choque inicial, e a tal nudez vira banal, nos deparamos com outra nudez, a nudez da falta. É lindo, trágico, melódico, é de arrepiar o teatro radioativo deles.

Pude escapar da realidade e estar com eles, ali, num palco infestado pelo arranjo dos nossos nadas existenciais. Fiquei repleto de teatro, de energia vira-lata, de poesia transparente e colorida. Fui roubado de mim por 45 minutos preciosos, e cresci, cresci muito.

Pequenas Delicadezas – Cheryl Strayed

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Uma escritora  que da conselhos afetivos baseada em suas experiências de vida para anônimos internautas aflitos. Uma troca de intimidades entre estranhos. Essa é a proposta da coletânea de interações entre Cheryl e anônimos em sua coluna no site Rumpus chamada “Dear sugar”; nela as pessoas se apresentam com adjetivos que sintetizam suas dores: “Indeciso”, “Desesperada”, “Responsável” e por aí vai. Cheryl é livre, amigável, madura de seus traumas e  inteira ao que o outro tem a dizer.

Cheguei a este livro através de uma declaração de um escritor/blogueiro que acompanho; Alex Castro dizia que Cheryl era sua diva intelectual, e que esse livro foi capaz de derrubá-lo e depois levantá-lo. Eu, fissurado que sou por indicações de pessoas confiáveis e compatíveis com meus gostos e ângulos de vida fui atrás dessa compilação  e para minha tristeza na época ele não possuía tradução para português.

O título nos remete a autoajuda – aquela com 10 passos para o pote de ouro no fim do arco-íris – mas não se engane; há sim algo de colaborativo e sentimental no livro, mas o que o torna interessante é a habilidade e bom-senso da autora em suas respostas pacientes, honestas, práticas, preenchidas com bom senso. Ao citar fatos de sua própria experiência  de mundo, que nos traz pra perto, emociona e gera uma pronta identificação, porque se assume como uma auto-didata de vida,  que não se especializou em dar conselhos, e isso aconteceu como consequência da demanda alheia em relação as resoluções corajosas e sensatas de sua trajetória.

Um livro companheiro, do tipo que nos conforta em nossos dilemas solitários, daqueles que tocam em questões pesadas e jogam luz para quem por algum motivo não quer dividir seu problema com o mundo. “Pequenas Delicadezas” é idiossincrático, pró-ativo, e sensível a nós. É um porta-soluções, é um espelho munido de palavras e compaixão; que nos trata como pessoas únicas, que mostra a universalidade da dor com uma dignidade rara, é um ouvido de papel.

5 filmes do ~Indie Festival~ que parecem imperdíveis [pelos trailers].

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A Mostra vai do dia 20 de Setembro a 3 de Outubro, as sessões estão acontecendo exclusivamente no CineSesc e o melhor: são gratuitas. Os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada sessão, um por pessoa.

Abaixo 5 filmes e suas sinopses e trailers copiadas do site site do Indie Festival, o nosso “Sundancezinho”.

Upstream Color:

De: Shane Carruth
EUA > 2013 > DCP > 96 min. > CI: 16 anos

Apenas um olhar e você sabe que algo está muito errado. Um homem cria larvas. Uma noite, ele força uma jovem mulher a comê-las e rouba tudo dela. Em um instante, esta mulher, Kris, cai em um estado apático, como se estivesse drogada. Um criador de porcos entra em cena. Kris já não sabe mais quem ela é. Por acaso, conhece Jeff. Ele também já passou pela experiência. A vida deste casal gira completamente fora de controle, até que encontram o homem responsável por tudo isso. Existem outras vítimas deste estado perturbador. Uma experiência sensorial, um suspense, uma ficção científica, uma história de amor.

Paulistano: que tal uma barraca com doces que se transformam em poema, em plena Praça Benedito Calixto?

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De trilha sonora, um chorinho gostoso de fazer dançar um senhor vestido de rosa e suas belas da tarde. A Benedito Calixto é planeta outro. Parece trazida pelo sol. É Sábado alegre de beneditar. É dia de camarada te avisar que seu tênis está desamarrado, de encontrar gente conhecida, sem querer – dos dois jeitos. 18h30 é hora de barulho de barraca desmontando, de tomar cuidado com a cabeça. E tem o “Consulado Mineiro” lotado de futuros casais que ainda não sabem.

No miolo da feirinha, na “Praça de deliciação”, tem a barraca do Seu Obeni: um senhor gentil e poeta. Ele vende doces gostosos dos mais daqui: como o Papo de anjo, um mini bolo molhado de véu e açúcar que é meu predileto da vida. Lá tem também Baba de moça e Brigadeiro de copinho, e tem açúcar em forma de estrofe. Seu Obeni é poeta e vendedor de doces. Cada doce que Seu Obeni vende possui uma poesia própria, exposta logo abaixo do respectivo gigante pote. “Vendem-se doces que viram poesia, quem diria”. Puxo assunto e seu Obeni me conta que seus poemas são virgens de internet. Pergunto se posso? Ele deixa. Faço uma pergunta e recebo uma das respostas mais lindas da minha vida:

– Seu Obeni, posso perguntar a idade do senhor?

Ele responde – Vou fazer 15, ano que vem!

Obrigado por isso seu Obeni:

Paçoca

“ Paçoquinha querida

Quantas vezes pude ver

Das mãos calejadas

Do meu vovô nascer

De voce eu nada sabia

Senão o gostinho danado

Do amendoim torrado

Que a sua magia

Assanhada e gurizada

E os adultos encantados

Sem falar no delicado

Sabor que você dá

No doce caipira, na canjica

E mais ainda

Na banana nanica

Paçoca, paçoquinha fofinha

Do meu coração

Feita com muito carinho

De amendoim, rapadura e farinha

Socada no Pilão

Impossível é de te esconder

Pois teu cheiro acorda um batalhão

A vida é pra comer.”