Meio ateu, meio cinéfilo.

Tenho essa mania de desenvolver diálogos munidos de perguntas nas interações sociais. Deve ser essa minha mania de querer saber o que cada um pensa, achar reflexões, referências. Há alguns dias, recebi um questionário de 7 perguntas de uma amiga por inbox, e resolvi respondê-lo de forma pública para que os meus três ou quatro leitores do blog possam me conhecer mais um pouco, e também porque eu adorei as perguntas, que são meio que baseadas nas histórias que eu escrevo. Talvez por vaidade, ou por adorar realizar e responder entrevistas. Seguem as perguntas e as minhas respostas.

1)      Aprendeu a nadar?

Sim, e sei boiar como ninguém – com o auxílio de infláveis aquáticos, a coisa fica ainda mais divertida. =D

 

2)      Os “amigos-imaginários” crescem com a pessoa?

Não sei bem, O Rodrigo, meu amigo imaginário, sumiu do mapa pra nunca mais. Na verdade, eu não me lembro dele, isso é um inventário da infância vindo dos meus pais. Mas eu amo o fato dele (talvez) ter “existido”. Assim como se um dia eu virar um niilista insuportável, ainda assim assistirei “Nosso lar” e “Chico Xavier” só pra lembrar dos meus pais. Esse resgate, creio eu, independe de religião.

 

3)      Tuas amigas são todas mulherões?

Todas, sem exceção. Se existe algo em comum entre elas, é isso. São seres aos quais me inspiro, que me ensinam sobre partes sensíveis preciosas do ser humano. São elas que me acolhem nos piores pesadelos. Tanto é que 75% das minhas amizades são mulheres. E eu só pretendo que esse número cresça.

 

4)      O filme da vida?

Os cinéfilos vão debochar, porque é bem previsível, mas não tem como não dizer que é Amelie. É um filme–portal pro meu casamento com o cinema. Com ele, e uma disciplina que tive na faculdade, descobri que poderia ter vários pares de olhos. Eu parei de olhar apenas pra tela, olhei pra mim, pras cores, pras sinestesias e pequenos prazeres. A vida ganhou uma nova cor e eu fiquei com fome de cinema. Fora que o Fred Mattos me disse uma vez que eu era quase um alterego dela, quase. E ele dissecou isso muito bem nessa crítica genial feita pro Favoritei.

 

5) Guilty pleasure que não contou no texto oficial

Uhm, tem muitos. Mas um deles foi já ter pedido autógrafo pra Elaine – vencedora do “No Limite 1” no shopping e ainda perguntar o que ela fez com o prêmio. Isso, na época do reality show. Tipo, num conto isso pras pessoas, só agora tomei coragem. Ufa!

 

6)  Do you see dead people?

Não que eu me lembre. Gostaria muito, até pra dar um jeito no meu lado niilista que vive me amolando. E, veja bem, eu pratico minha religiosidade, frequento xamã, centro espírita, mas sou cheio de dúvidas e momentos de cetiscismo. Minha fé é um pouco estranha, aliás não existe meia fé né? Acho que eu a busco, como um cinéfilo tentando embarcar em um filme, mas que não consegue ignorar algumas falhas de roteiro.

 

7) Se a “pátria educadora” fossemos todos nós, qual seria a tua parte?

A minha parte seria justamente o meu projeto de vida, que graças ao apoio de fadas e amigos queridos está em plena forma. Acho que a cultura mobiliza o olhar porque transporta realidades aos olhos sem que você precise vivenciá-las fisicamente. E apresentar isso pra diversos nichos de Educação formal e informal seria o meu dedinho de ajuda. Eu gostaria que a cultura se difundisse de forma a quebrar as estruturas mais elitistas, lembrando que eu vivo essa quebra também em âmbito pessoal, é um processo simultâneo e isso é um exercício maravilhoso.  Quero ajudar no acesso e escambo de diferentes realidades através da imersão cultural . Não acho utopia, penso ser possível difundir conhecimento, empatia e poder reflexivo através de introduções que aconteçam de maneira respeitosa e empática, olhando de forma peculiar pra cada um. Quero que um aluno não seja bombardeado por fórmulas funcionais e unifocais, que visem apenas o ingresso à Universidade. Eu, por exemplo, me interessei pela escrita quando passei a brincar com ela, depois de formado. Foi algo facultativo, foi uma escolha desinteressada. E aí fui me apaixonando, espiando aqui, ali, colecionando palavras, me adequando à Gramática (até hoje estou) e criando o meu estilo (se que isso existe). Por isso eu jamais vou fazer pouco da minha (des)formação como Pedagogo. Ela diz respeito a quem eu sou, e não ao profissional que eu sou. Uma Faculdade de Humanas tem esse poder, e eu devo muito as pessoas que conheci por lá, e algumas disciplinas que eu tive. De lá eu saí mais poeta do que pedagogo, e não me queixo.

Os efeitos colaterais da ida ao TEDxWoman- SP, uma semana depois

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Antes de publicar o texto no blog – que me parecia inconcluso-, resolvi jogá-lo dentro de um grupo fechado de Facebook, em que eu sentisse segurança em debater, já que as pessoas ali não possuíam o terrível comportamento hater, de ler o primeiro parágrafo, engolir a reflexão sem mastigar e atirar xingamentos gratuitos ao meu dilema. Tentei ser o mais honesto possível, recebi boas respostas desse oráculo, nenhuma que tenha sanado completamente os meus anseios, mas depois da oferta de opiniões que tive, ficou mais fácil lidar com o “episódio”. Apenas lembrando que fiz pequenas alterações de pronome e de palavras, já que ele tinha sido feito as pressas, sem o intuito de apreciação.

Semana passada estive na TEDx Woman que aconteceu num auditório dentro do MASP e me vi em uma situação um tanto confusa. O evento era dedicado exclusivamente a mulheres inovadoras nas mais diversas áreas, todas com histórias inspiradoras, apontando para um mesmo fio condutor: empoderamento feminino. Em um dos depoimentos me aconteceu algo curioso. Subiu ao palco uma moça chamada Clarice Chwartzmann, fundadora do projeto “A Churrasqueira”. Movida pela vontade de desconstruir mais um paradigma machista na linha “lugar de mulher é no vinagrete e não na churrasqueira” a palestrante contou sobre seu objetivo de “ensinar mulheres a aprenderem os segredos e mistérios da arte do verdadeiro churrasco”. Segundo ela, sua atividade visava também à confraternização, união e informalidade, desenvolvendo para isso, algumas atividades, cursos e serviços.

Na hora das palmas, me veio um nó na cabeça, e um bloqueio motor. Ao mesmo tempo em que aquela mulher levantava mais um símbolo de encorajamento, eu não pude ignorar o fator “churrasco”. (Antes de prosseguir, quero frisar que não sou vegetariano, mas não gosto muito de carne. Não como de forma alguma carne branca (frango, peixe) e muito, muito raramente como carne vermelha. Talvez fosse cômodo abraçar essa militância, mas seria um pouco hipócrita da minha parte). Eu não consegui bater palma por me sentir incomodado com o conflito que embaralhava a minha mente. Não poderia bater meia palma pelo lado feminista, e dar meia vaia pela parte do churrasco. Então, fiquei com as mãos em repouso. Ali eu percebi que a minha atitude não foi exatamente um protesto, foi uma espécie de moralismo.

A minha questão aqui, não é sobre as palmas em si, ou sobre a escolha das minhas militâncias, mas sobre a nossa autovigília. Não sei se já aconteceu com vocês, mas às vezes é natural questionarmos nossos paradoxos, do tipo ter um discurso de esquerda e imaginar seu amiguinho liberal julgando de forma leviana o fato de você ir ao shopping comprar um caderno. E essa caça aos paradoxos acontece o tempo todo, não que eu a ache ruim, ela faz com que a gente se questione, reflita e principalmente regule nossas autocobranças para um nível saudável (ou não), porque sim, nós falhamos e caímos em contradição em algum momento. Tenho pensado muito sobre a solidariedade seletiva, e nessa hora me vêm grupos oprimidos que abraçam uma militância, mas reproduzem outros tipos de opressão, muitos sem perceber. Por exemplo: um gay que é racista, uma feminista que é gordofóbica, um negro que descrimina um nordestino. Muitas vezes, inclusive, esse “conflito angular” é usado como argumento de invalidação por algum privilegiado opressor. É louco pensar que uma pessoa oprimida pode não só comprar e reproduzir o próprio discurso que a oprime, mas também reproduzir outros. Obviamente eles não estão ilesos de sentirem preconceito e isso não os tornam indignos de suas militâncias. Disso tudo me surgem uma série de perguntas: Do que é feito esse medo da contradição? Um medo de não ser tão convincente socialmente ou apenas um autoexame para identificar nossos autoenganos? Como o exercício de reflexão sobre a solidariedade seletiva pode fazer com que minorias se interseccionam ? Como as pessoas lidam com as próprias contradições? Como as pessoas lidam com o outro caçando as suas contradições?

As respostas mais interessantes que recebi no grupo foram:

“Para mim, pelo menos, parece muito simples: a contradição faz parte da nossa essência. Impossível sermos totalmente “coerentes”. Quem é a “consciência superior” que nos indica o que é “certo” e o que é “errado”? Por exemplo, quem seria a “autoridade” que poderia apontar para sua palestrante: “Tá certo você ser feminista, mas tá errado promover o churrasco”? Essa busca da “verdade absoluta”, da “moral perfeita”, é um câncer, uma desgraça que leva às piores coisas. Só podemos mudar se formos contraditórios.
Não quero me estender muito, porque ando de saco cheio com o mundo. Eu diria apenas: relaxe! Seja honesto consigo mesmo, procure ser o melhor possível dentro do que você considera correto. E esteja sempre disposto a ouvir, analisar, pensar, raciocinar, sentir, emocionar-se e, por fim, mudar essa noção de “certo” quando você achar que é o caso de mudar”.

Outro membro também fez essa análise muito cuidadosa:

“Nós somos egocêntricos e narcisistas.
Nós seres humanos. E por aprendermos desde criança que devemos estar sempre certos, nosso cérebro dá um nó quando nos encontramos nesse ponto.

Fato é, não há como não ser contraditório em algum ponto da vida.
Porém a “utilidade” desse fator varia.
Acho que demanda uma certa lucidez pra perceber que se está sendo contraditório, mas nem todas as pessoas tem medo disso. Algumas pessoas mudam de paradigma mais facilmente que outras, e essa capacidade de identificar contradições é mais do que necessária pra essas pessoas como ferramenta de adaptação social.

A contradição entre ideologia e ação (se é pela ideologia que tu se baseia) sempre vai dar um pequeno conflito de pensamento, gerando incômodo até esse conflito ser resolvido (no exemplo que você deu, até você decidir que o feminismo era um fator social e merece a palma, ou que você iria se recusar a bater palma pra churrasco, uma coisa que não tem contribuição social tão potente, tanto faz). A saída mais lógica é abrir uma exceção, hierarquizar as regras ou, claro, mudá-las.
Tudo depende da importância que você dá a essas regras.

Mas essa importância é uma coisa inconsciente, você não valoriza mais conceito x ou y por motivos lógicos, e por isso não é simples pro indivíduo exceptuar/hierarquizar/mudar uma coisa que lhe ajuda a pautar as suas ações porque essa coisa não é consciente

Deu pra sacar?

Pensei nisso durante o final de semana, e se você está acostumado a burlar as próprias regras (ou esgarça-las, forçando seus limites),esse tratamento de contradições dentro de você se torna mais fácil,ou menos incômodo (comigo é assim).”

Depois de toda essa ruminação, me senti a vontade em dividir esse texto aqui, inclusive com as opiniões mais sensatas, sem citar o nome das pessoas que opinaram pelo simples fato delas terem vindo de um grupo fechado. Espero que ele tenha alguma serventia a mais alguém, além de mim.

A poetisa nômade Matilde Campilho ou como seria ou meu testamento poético.

Parece até que foi ontem, e na verdade foi. Ao conhecer os vídeopoemas de Matilde Campilho, uma carioca lisboeta dos pés incansáveis. Fiquei imaginando como seria meu testamento para a eternidade, para nunca morrer, mesmo ela, a morte, me puxar de modo brusco pelo braço direito. Quase como uma lembrança, aparece ela, uma poetisa nômade, um pouco aqui, um pouco lá. Seu livro recém lançado chama-se “Jóquei” e mistura em sua tintura, dentro de um mesmo poema, a dicção carioca e a lisboeta. Matilde é de longe a concha mais linda que eu abri nesse misterioso 2015. Matilde, me salvou por algumas horas e nem sabe, vejam o por que, entrem no barco florido que rumo em direção ao ar perfumoso e deixem cada pássaro selvagem entrar:

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Não é cair: é voar com estilo

” saudade de tudo aquilo que a gente foi um dia, mas agora só existem os poemas, as mentiras dos poemas…”

 

“é que por você eu dirigia meu automóvel de uma forma muito estapafúrdia, meus pais sempre discutiam comigo porque não chegava na hora do jantar, o garoto da lojade sorvete piscava um olho quando eu chegava sozinha no balcão”

 

Honey Boo

” Os jornais usam datas estranhas em seus cabeçalhos, junto àquelas figuras de aviões e homens fardados, aparece o nome do décimo-sexto mês, mudou tudo Honey Boo”

31 de Outubro

” um dia começaram os 160 dias consecutivos de 100 graus fahrenheit em Marble Bar, Australia, dia da alegria, como tantos outros, dia do lançamento da canção “Something”, do George Harrison, dia em que há dois anos atrás chegamos a ser sete biliões aqui no mundo e eu me sentei no boteco, sentindo saudade de uma esquina só.”

 

 

Lista aleatória: Jared Leto, Marina Abramovic e o robô Chappie,

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1- Para quem não sabe, Jared Leto será o próximo ator a viver o personagem Coringa nos cinemas, escolha acertada, embora exista também Shia LaBeouf, que também daria conta do recado. A foto que supostamente vazou (ta cada vez mais na moda essa coisa de vazar “sem querer” algo proibidinho) pela internet é referente ao filme “O Esquadrão Suicida” que estreia só em 2016.

2- Foram divulgadas algumas estatísticas sobre o perfil das pessoas que tem protestado nas ruas nos últimos dois meses A polícia militar informou que dos 20 bilhões de protestantes que já foram as ruas, 80% eram pessoas que costumam gritar “AEEEEEE” na praça de alimentação quando alguém deixa cair a bandeja. A recomendação é: fujam pras colinas enquanto é tempo.

3 – DUBSMASH: aquele momento em que eu faço um ~T h e V o i c e~ com a cadeira – SÓ QUE AO CONTRÁRIO.

4- Pessoas que eu não gosto de sair: gente que manda voltar o copo porque tinha UMA pedra de gelo a mais.

5 – Pessimismos: daqui 5 ou 10 anos veremos Lucas Jagger twittando por aí

6- O melhor do filme Chappie ( aquele do robô ): a assaltante hipster que adota o robô como mãe. Pela única vez na vida, recomendo que um filme seja visto dublado, vocês irão entender quando assistirem.

7 – As melhores coisas que acontecem em São Paulo são as que a gente improvisa e inventa um nome pra foto não ficar sem legenda, tipo exposição de dinossauros (esqueletos e bonequinhos) no ap do seu amigo maluco.

8- Achei sensacional a notícia de que Caça-Fantasmas 3 será protagonizado por quatro mulheres, e o mais empolgante é que uma delas será Melissa Mccarthy. \o/

9 – Como foi a experiência Marina Abramovic no Terra Comunal? Monitores treinados via anúncio no “Ta afim de um freela”, vestidos de Ninjas do BBB, sugerem técnicas de interação com cristais e com o silêncio. A intenção é das melhores, mas quando estou em São Paulo, nem por um minuto eu consigo esquecer que estou em São Paulo. Não, acho que o problema não é com a instalação, é comigo mesmo.

10 – Tweet pra posteridade:  “Você odeia tudo o que não entende. E não entende nada porque odeia tudo.  Amigo, a vida não lhe deve tapete vermelho. Se esforce “, Léo Jaime.

Whippet – o cão dos hipsters

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Vindo da família dos galgos, antigamente ele era raridade por aqui, era cachorro de rico, na verdade ainda é. Nós o olhávamos com certa aflição, parecia que se espirrássemos perto dele, ele desmontaria. Dizem que ele é usado para caça, e principalmente para corrida, mas ele também é super companheiro, elegante, pouco escandaloso, sem muitos odores e praticamente nenhum sinal de gordura.

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Whippet é uma raça que muito provavelmente será encontrada junto de um hipster. E não adianta perguntar se a pessoa é hipster porque ela nunca vai dizer que é. Ela inclusive terá alguma teoria anti-hipster decorada, para se desidentificar, mas conversando com ela você vai descobrir que ela gosta de ouvir LP, só frequenta a Augusta de segunda-feira, prefere tirar fotos analógicas com uma câmera Lomo, e adora Tulipa, ou seja, HIPSTER.

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Personalidade: dizem que é um cão que precisa correr a todo tempo, e se não estiver com coleira você corre o risco de perdê-lo para sempre. Por ser muito magro, ele prefere lugares mais fofos como a sua cama ou travesseiro, é friorento e sofre fraturas com facilidade.

É carente, carinhoso e apegado. Iaí?

 

 

 

Beer Counter: o aplicativo que conta quantas canecas de chopp você bebeu.

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Um App bastante útil. Ao invés de armar escândalo, gritaria, culpar o garçom pela sua falta de dotes matemáticos em situações etílicas, que tal um aplicativo que conta o número de canecas de chopp pra você? É simples, fácil e evita que você perca a postura e ache que está abalando na hora de dizer que num “tomou tudo isso de chopp’. Além da função principal, essa maravilha calcula o valor da conta pra você, é só colocar o preço do chopp e ele se encarrega do resto.

com vocês o ^Beer Counter^.

O Tumblr em que Courtney Love soluciona os maiores mistérios do mundo.

Você deve ter visto por aí alguma notícia dizendo que Courtney Love ( a eterna viúva de Kurt Cobain) tem dito aos quatro ventos que sabe onde está o avião desaparecido da Malasya Airlines. O site traz – ao estilo Courtney- vestígios de onde fica a casa dos personagens de “Caverna do Dragão” ou onde está o pote de ouro no fim do arco iris.

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Divirta-se : http://courtneysolves.tumblr.com/

 

 

Afinal o que são os frenemies?

Hoje nós vamos conhecer os “frenemies”. A palavra vem da mistura dos termos friend + enemy, e diz respeito a um tipo de amigo não tão amigo assim. Na verdade se você recordar suas turmas de infância e lembrar de quais amigos você manteve contato, já de cara vai saber quem são os “frenemies”. Frenemies são os amigos que estão na outra ponta da turma, são geralmente aqueles que provavelmente você apenas chamou de amigo, porque faziam parte de um mesmo agrupamento de convívio.

Os frenemies são colegas de luxo que: ou já aprontaram conosco, ou possuem diferenças normalmente veladas, ou são aqueles que você cita em uma conversa em um tom de irritação, mas que por algum motivo estão entre os integrantes da sua timeline. É aquele tipo que você já chamou pra sua festa de aniversário por educação.

Existe a possibilidade de em algum momento um frenemy ter disputado algo com você, e ele pode inclusive ter ido na sua casa, mas posteriormente houve alguma ruptura na relação de vocês. Não se esqueça que você também é um frenemy pra alguns, e deve ter aquela pessoa que você admira no Facebook mas nunca curte pra não dar audiência, por pura birra.

Alguns exemplos de frenemies na ficção:

Ps: repare que esses personagens geralmente exercem um papel algoz em relação aos protagonistas, mas ao mesmo tempo possuem um mínimo grau de aproximação ou diplomacia com eles:

A Shirley da novela “Em família”

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A Maria Joaquina da novela “Carrossel”

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A Emily de “O diabo veste Prada”

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Ikki de Fênix dos “Cavaleiros do Zodíaco”

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Frenemies, delete sem moderação.